Análise Mass Effect 2 - Xbox 360

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Análise Mass Effect 2 - Xbox 360

Mensagem por Administrador em Seg 10 Jan - 9:15

Já passaram cerca de três anos desde que a BioWare lançou ao mundo Mass Effect. Para quem não conhece ou nunca jogou este título, Mass Effect é um RPG de acção lançado para o PC e Xbox 360, em 2007. O jogador é colocado na pele do Comandante Shepard, um soldado terrestre cujo historial militar invejável o leva a comandar uma nave espacial e a juntar-se a uma força elite de nome Spectres, tudo isto em prol da sobrevivência da espécie humana no universo. Em Mass Effect, o ser humano não se encontra sozinho, e várias outras raças, galáxias e planetas fictícios marcam a sua presença.



A nossa aventura em Mass Effect 2 começa de uma forma turbulenta na nave espacial de Shepard, a Normandy, que é subitamente atacada por um inimigo desconhecido, durante uma missão. Shepard tenta salvar a sua tripulação mas acaba por falhar em fazer o mesmo consigo próprio, não escapando a uma morte iminente. Consequentemente, a organização Cerberus, com o intuito de erradicar do espaço uma raça de nome Collectors, garantindo assim a sobrevivência da espécie humana, ressuscita Shepard a partir de um projecto chamado Lazarus. Após ressuscitado, Shepard terá de explorar o universo de forma a juntar uma equipa e assim cumprir o seu objectivo, tudo isto financiado e fornecido pela Cerberus. Se jogaram o primeiro Mass Effect, vão sentir-se familiarizados com toda a mecânica do jogo. Shepard planeia todos os seus objectivos a partir da sua nave, onde pode receber mensagens para futuras missões, comunicar com os membros da sua tripulação ou escolher o seu próprio destino através do seu sítio de navegação pessoal.



A progressão do jogo é fundamentada principalmente pelos seus níveis de troca de tiros, onde o comandante e mais dois membros da nossa equipa tentam levar a melhor de toda e qualquer pessoa que se puser entre nós e o nosso objectivo. Algumas adições a esta mecânica, comparativamente com o primeiro Mass Effect, são a inclusão de regeneração na vida das personagens, a substituição do sistema de sobreaquecimento por um sistema de munições, e um aumento do tipo de armas, que não só os quatro já existentes. A nossa personagem, bem como os membros da nossa equipa, tem os seus pontos fracos e fortes de acordo com a sua classe ou equipamento, podendo estes, no entanto, ser configurados e aprimorados ao subir de nível, ou fornecendo melhores e armaduras aos nossos membros.E é desta forma que o factor RPG entra na mecânica de Mass Effect 2.



O diálogo é outro ponto chave do jogo, dado que a maneira como argumentamos com outras personagens pode influenciar positiva ou negativamente o decorrer dos eventos. Algo a destacar é o sistema de moralidade incluído neste título, que, de acordo com as nossas acções ou diálogos, irá fazer sentir as repercussões durante o jogo, e no futuro. Outra estreia, neste campo, é a possibilidade de interrompermos o diálogo de outra personagem de acordo com o sistema de moralidade. Poderemos interromper contextualmente de uma maneira rude ou furiosa, ou, pelo contrário, educada. Dentro das conversas também poderemos comunicar e partilhar os sentimentos com os membros da nossa tripulação, algo que irá ser necessário para desbloquear algumas missões do jogo, bem como para nos apaixonarmos por outras personagens. Para além de proporcionar uma jogabilidade simples e ergonómica, a BioWare também é reconhecida pelo motor gráfico que fornece aos seus jogos, e Mass Effect 2 não fica atrás. Dando uso ao Unreal Engine 3, motor este que foi usado em jogos como Gears of War 2,
Army of Two, Borderlands ou BioShock, a experiência totaldeste título ganha uma nova credibilidade. Cada expressão facial encontra-se incrivelmente detalhada e pormenorizada, e os cenários, apesar de uns lapsos minúsculos, são bem variados e apresentam uma qualidade fora de série. Os ambientes espaciais e as naves transpiram inovação, e todo o género de alta tecnologia encontrado no jogo parece bastante convincente, por vezes até impressionante.



O departamento sonoro é outro ponto alto do jogo e que oferece uma nova dimensão a Mass Effect 2, com uma actuação de voz conhecida para quem jogou o primeiro mas também muito bem executada. A banda sonora ficou mais uma vez a cargo de Jack Wall e encaixa que nem uma luva nesta obra prima da BioWare, com melodias a tocar de acordo com a situação em que nos encontramos. Se nunca jogaram o primeiro Mass Effect, podem, sem qualquer tipo de preocupação, jogar Mass Effect 2. Não irão estragar a história do primeiro nem irão sentir-se deslocados por não o ter jogado.

O ano de 2010 ainda agora começou e são vários os títulos que estão para sair, mas é certo dizer-se que Mass Effect 2 é um dos candidatos mais fortes a melhor jogo do ano, graças à sua experiência incrivelmente imersa, jogabilidade ergonómica e um universo espacial enorme. Nem os possuidores de Xbox 360, nem os de PC deverão perder este fantástico título.




Mass Effect tem se mostrado um bom título, esperamos que essa nova versão venha mais empolgante e renovada.

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